O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes oficializou nesta quarta-feira (22) seu retorno ao PSDB, partido pelo qual iniciou sua trajetória política e se elegeu governador em 1990. Após 35 anos, o político cearense voltou ao ninho tucano com o objetivo de reconstruir seu espaço político no estado e se preparar para as eleições de 2026.
Aos 67 anos, Ciro busca retomar o protagonismo no cenário estadual e deve ser o principal nome da oposição ao governador Elmano de Freitas (PT), encerrando um ciclo de administrações petistas iniciado em 2015 com Camilo Santana, atual ministro da Educação. Segundo aliados, a movimentação representa um reposicionamento estratégico e pode unificar diferentes forças políticas de oposição no Ceará — incluindo partidos da direita, como o PL de Jair Bolsonaro.
O retorno ao PSDB foi articulado pelo ex-governador Tasso Jereissati, seu padrinho político. A nova filiação ocorre após Ciro deixar o PDT, legenda pela qual disputou quatro eleições presidenciais. Embora tenha declarado em 2022 que não voltaria a concorrer a cargos eletivos, aliados apontam que ele estuda disputar novamente o governo estadual, com apoio de lideranças como Roberto Cláudio (União Brasil) e André Fernandes (PL).
A volta de Ciro ao partido reacende antigas rivalidades e aprofunda o distanciamento de figuras como seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB), aliado de Elmano e crítico de uma eventual candidatura tucana. Enquanto a oposição busca consolidar um palanque único, o governo estadual minimiza o impacto do movimento, afirmando que a entrada de Ciro na disputa não deve alterar significativamente o quadro político.
No PSDB, a filiação é vista como uma estratégia regional, restrita ao contexto cearense, sem planos nacionais. A expectativa é que o nome de Ciro Gomes fortaleça a presença tucana no Nordeste e redesenhe o tabuleiro eleitoral de 2026.
