Como você lida com a crítica?

Com leveza e bom humor, espero, claro. Falo da crítica do dia a dia. Não me refiro a críticas de pessoas tóxicas. Estas, nem merecem comentários. A crítica não define, quem você é no todo. Pode acontecer no campo pessoal e profissional. E aí pode surgir um problema. É quando não separa essa condição.

Crítica é informação, e, informação é tudo. Quando sabe-se usar. A crítica pode ser a base de uma boa pesquisa. Não se desfaça da crítica (mesmo você desacreditando-a), até ter sido analisada. Inclusive pesquisa e crítica juntas podem completar-se. Depois você descarta. São coisas distintas (CPF e CNPJ), situação difícil de ser compreendida para muitos empresários, mas, bem real para os grandes líderes.

Vou falar aqui na importância da crítica e da pesquisa como ferramenta de tomada de decisão.

Sobre a crítica, li outro dia, num livro de administração de “estudos de casos” sobre falência. Com situações em que a crítica não foi considerada. Me deparei com casos que podem acontecer com qualquer empresário. Relato duas situações: uma que pode acontecer no início do negócio. Você se apaixona tanto pela sua ideia, sabe, mas não reconhece que a crítica precisa de tempo de maturação, que mesmo assim, não quer entender as críticas quando mostra a outra pessoa. Não consegue aceitar, pois está nitidamente apaixonado pelo seu projeto.

A outra é quando você está estagnado e não quer aceitar que sua capacidade de compreensão esgotou. Que você precisa de ajuda e não quer dar o braço a torcer. A autocrítica não acontece e você não percebe a necessidade de mudar de rota. E para estas mudanças o ponto de partida, é você mesma. Tenho vivido essa realidade com alguns clientes.

A pesquisa sabemos pode ser quantitativa, quando vem associadas a números e qualitativa, associadas a valor. Quando se toma decisões importantes, e que estas vão mudar percurso e que envolve investimento e pessoas. É normal ter um certo receio ou talvez medo. Aí onde entra a pesquisa como ferramenta de apoio. Pesquisa é cara para contratar. Mas, podemos fazer uso das pesquisas já publicadas ou das análises de comportamento, ou das observações treinadas, ou mesmo das pesquisas diretas com seus pares.

Ninguém está imune a crítica. Saber lidar é ter consciência de limites e de aceitar a multidiversidade. O mundo está repleto de pessoas que pensam e agem diferentes e que não somos o centro do universo. Esse entendimento e comportamento traduz a pessoa que viverá com mais leveza e de forma mais coletiva. Melhor, não ficará isolada no envelhecimento.

Por Ivania Porto
Doutoranda em Ciências Políticas na UFP/Porto. Professora e coordenadora dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Asces-Unita. Consultora de Gestão e Estratégia

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