Vivemos em um Brasil onde os mais vulneráveis, idosos e crianças, são cada vez mais alvos de injustiças e descasos. De um lado, vemos a indignação de aposentados e pensionistas com as fraudes e descontos indevidos no INSS ou serviços bancários, que corroem a renda de quem já deveria estar protegido e amparado pelo Estado. Do outro, o episódio recente denunciado pelo influenciador Felca escancarou a adultização e exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais, transformando inocência em mercadoria de engajamento.
Assistir a tudo isso inerte é aceitar a realidade de uma sociedade adoecida. A cada silêncio, a cada omissão, fortalecemos a normalização do que deveria ser intolerável. Mas resistir, ainda que seja apenas respirando fundo, erguendo a cabeça e seguindo em frente, também é um ato de coragem. Eu sei que não é fácil. O trabalhador brasileiro vive uma rotina exaustiva, sem hora para acabar, e muitas vezes não encontra tempo sequer para indignar-se. Mas precisamos lembrar: não podemos calar. Como diz minha avó: “o certo é certo e o errado é errado”.
No entanto, vemos a ascensão de pseudoinfluenciadores que tentam distorcer valores, impondo narrativas passageiras como se fossem verdades absolutas. E, perigosamente, parte da sociedade consome, replica e naturaliza. Está na hora de assumirmos o comando daquilo que nos pertence: nossa voz, nossas escolhas e nossas responsabilidades.
Não podemos terceirizar nossa consciência ao Estado ou a uma sociedade que insiste em nos anestesiar. É hora de dizer basta, de resgatar princípios e de proteger, com firmeza, aqueles que não têm voz: os idosos e as crianças.
Hugo Sousa
Idealizador e Diretor Executivo do Portal Novo Contexto, Jornalista, Publicitário, Especialista em Gestão de Redes Sociais.
Foto: Maksym Mazur
