Nunca foi tão necessário, como agora, o reinventar-se. Em todos os sentidos e por vários fatores. Desde trabalho, ocupações de rotina, até ideias ou conceitos construídos. Ou muda, ou não se vive a atualidade.
Só para ajudar a refletir, chamo a atenção neste parágrafo para as mudanças como a da tecnologia fez em nossas vidas. A exemplo do uso do celular, ou computador de mão. Que hoje faz parte do corpo de muita gente. É a extensão. Não se vive sem. Claro que existe as exceções.
Com a tecnologia chegou à informação. Vinda de todos os lados e de todas as direções. O mais difícil é separar o joio do trigo. Aí onde entra a educação formal, que diferencia o achismo do existencial. Que traz nas suas ementas a formação do ser crítico. Aquele que aprende a desenvolver uma criticidade. Um questionamento que leva a pesquisa. A pesquisa que leva às descobertas. As descobertas que trazem solução.
Com a tecnologia e a educação vem as atitudes. O comportamento passa a ser monitorado, divulgado, explicitado e muitas vezes percebidos. A democratização da informação com a inclusão de pessoas antes invisíveis, puderam vir à tona, o mundo passa a ser mais diversificado.
Os três parágrafos acima, justificam o título desse texto. Reinvente-se! Nada tem mais sentido que esta reflexão. Sabemos, que com a ajuda da ciência, iremos viver cada vez mais. E sabemos o quanto é importante se viver de forma social e coletiva. O que queremos? Conviver, claro. Espero que isto faça todo sentido para você.
E para conviver de forma leve, sem grandes conflitos, a mudança do que fazíamos, dizíamos ou agíamos a cinco, dez anos, precisa ser reinventada. Melhorada, inovada ou analisada de forma crítica. E aí me lembrei de uma frase de Saramago que li hoje. “É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não sairmos de nós”. A criticidade pessoal é a capacidade de nos vermos com o distanciamento necessário.
Acredito que faz todo o sentido pensarmos em mudanças ou atualizarmos nossas ideias, nossos caminhos percorridos. Esse mundo que se apresenta o tempo todo mutante, pode ser inspirador, desafiante ou repressor. Escolha sua visão e bola prá frente.
E sabe mais, você não tem que pedir licença ou muito menos da sua total aprovação. Mude, teste e depois analisa. Tudo pode ser construído e reconstruído. Apenas mude. Não há vida sem mudança. Essa é a graça, acho eu.
Por Ivania Porto
Doutoranda em Ciências Políticas na UFP/Porto. Professora e coordenadora dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Asces-Unita. Consultora de Gestão e Estratégia

Destaco a parte
“Reinvente-se! Nada tem mais sentido que esta reflexão. Sabemos, que com a ajuda da ciência, iremos viver cada vez mais. ”
Acomodação é morte. E ainda bem. Como é bom olharmos para trás e recordarmos dos costumes de cada década. A tecnologia, o corte de cabelo, as roupas, o tipo de cultura a ser consumida etc. Nossas percepções, costumes, criam uma bolha de experiências que nos limitam. Então, ainda bem que a vida emite esse pulso de vida que nos obriga a reiventar-se. Além disso, conforme vamos ficando mais velhos, vamos realçando as conexões neurais e nos tornando mais “cabeça dura”. Porém, o ato de reiventar-se, cria novas conexões neurais, novos caminhos que nos permitem viver mais e com mais qualidade. Por isso, aprender também é um ato de amor próprio.
Tenho esse vídeo salvo já fazem 06 anos:
https://youtu.be/hOQS2zK4muU?si=MBLXn41dHoucL7QT