Tenho lido livros de filosofia, isso me permite abrir a mente com mais possibilidades para outros entendimentos. Entender que cultura são sistemas criados ao longo do tempo e transmitidas geracionalmente ao longo de muitos anos. Faz toda diferença.
Atualmente, mesmo globalmente instalada e conectada, a nossa sociedade ainda promove muito intolerância. Posso até não compreender bem no todo, mas me esforço em entender os diferentes, quando me deparo com pessoas muito diferentes de mim. No dia a dia, no trabalho.
Lógico que é mais natural a forma como nos relacionamos com os iguais, com parecidos conosco, mesmo assim tem as características pessoais. Imagina com os muito diferentes.
Estar muito encapsulado em nossa ilha, não nos permite ver o mundo de forma ampla. Muito menos falar nossas opiniões e argumentos. É como falar para convertidos. Não tem contraditório.
A migração (considerada um dos maiores problemas no mundo internacionalmente) é base para intolerância cultural. Hoje, um dos temas mais estudados pela ciência política é a migração. Causadas pelas guerras, fome e perseguição política. Não vou me ater ao tema, complexo para uma reflexão casual. Causado muito pelas guerras, como essa que estamos assistindo.
Segundo o jovem filósofo Nicholas Fearn nenhuma cultura é uma ilha. Nas culturas sempre existirão pontos que serão partilhados. Haverá sempre um conjunto de coisas ou fatores que também vão trazer os espelhos que nos mostrarão também a nós mesmas.
Gosto de conviver e me relacionar. Principalmente com os mais jovens, diferentes geracionalmente falando. Procuro estar, quando possível, com pessoas bem diferentes. Sou assim. O mesmo, já tenho. Gosto da vida, tenho sede de viver e não combina você não entender de cultura. De hábitos, de crenças e de comportamentos. Desde que sejam sãs.
Gosto de pensar o mundo além da minha paróquia. Respeitar outras culturas. Reflita comigo. A segunda guerra mundial surgiu da ideia de dizimar um povo, não considerado nobre. É sobre isso!
A filosofia é libertadora, te permite conhecer a ti mesma e o mundo. Aceitar não é ser igual. Eu não quero entrar em comportamentos e costumes os quais não gosto e nem combinam, mas saberei respeitar quem assim prefere. Isso se chama ser tolerante, se chama ser simplesmente “gente”.
Por Ivania Porto
Doutoranda em Ciências Políticas na UFP/Porto. Professora e coordenadora dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Asces-Unita. Consultora de Gestão e Estratégia
