O atacante Vinícius Júnior, do Real Madrid, acusou ter sido vítima de racismo durante a partida contra o Benfica, válida pela fase de mata-mata da Liga dos Campeões da UEFA, em Lisboa. O episódio ocorreu, nesta terça-feira (17/02), logo após o brasileiro marcar o gol da vitória por 1 a 0 no Estádio da Luz, quando ele relatou ter sido chamado de “macaco” por Gianluca Prestianni, jogador do time português. A denúncia levou o árbitro a acionar o protocolo antirracismo da UEFA, paralisando o duelo por cerca de dez minutos.
A manifestação de Vini Jr. provocou ampla repercussão e desencadeou uma investigação oficial da UEFA, que designou um inspetor para apurar a conduta discriminatória no jogo. A polêmica também gerou declarações de apoio ao atacante brasileiro de figuras do futebol mundial, inclusive de companheiros de clube como Kylian Mbappé, e manifestações de solidariedade de entidades como a CBF.
O Benfica se pronunciou negando a acusação, classificando-a como “difamação” e defendendo o jogador Prestianni, que negou ter proferido insultos racistas, afirmando que suas palavras foram mal interpretadas. As imagens e depoimentos serão analisados no âmbito da investigação da UEFA, que poderá resultar em sanções disciplinares se as condutas discriminatórias forem comprovadas.
O episódio reacende o debate sobre o racismo no futebol europeu, especialmente em competições de alto nível, e coloca em evidência a importância de protocolos de combate à discriminação no esporte.
Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
