Alienação Parental: Quando o amor vira guerra e as crianças pagam o preço

A alienação parental virou um dos assuntos mais comentados quando falamos de separação e divórcio. Muitos pais e mães ainda não sabem exatamente o que isso significa, mas é mais comum do que imaginamos. Basicamente, acontece quando um dos pais, mesmo sem perceber às vezes, acaba “programando” o filho para rejeitar o outro genitor. Pode ser através de comentários negativos constantes, impedindo visitas ou criando situações para que a criança se sinta obrigada a “escolher um lado”. O resultado? Uma criança confusa, que perde a chance de ter uma relação saudável com ambos os pais.

A boa notícia é que existe uma lei específica para isso desde 2010, e os juízes estão cada vez mais atentos a esses casos. Quando a alienação é comprovada, o genitor que pratica pode receber desde uma advertência até perder a guarda da criança. Os sinais são bem claros: a criança de repente passa a odiar um dos pais sem motivo aparente, repete frases que não condizem com sua idade ou se recusa terminantemente a passar tempo com o genitor “rejeitado”. Nesses casos, o judiciário geralmente solicita acompanhamento psicológico e pode até inverter a guarda para proteger o bem-estar da criança.

Para famílias que enfrentam essa situação, é essencial buscar ajuda profissional imediatamente – tanto jurídica quanto psicológica. Documente todas as situações suspeitas, mantenha registros de tentativas de contato negadas e procure sempre resolver conflitos através de mediação familiar quando possível. Lembre-se: o interesse da criança deve sempre prevalecer sobre mágoas e ressentimentos entre os adultos. A alienação parental não é apenas uma questão jurídica, mas um problema de saúde pública que exige conscientização e ação de toda a sociedade para proteger nossas crianças.

Por Marcelly Soares e Caroliny Chiappetta
Sócias-fundadoras do Sores & Chiappetta Adocacia

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