Passamos por um período eleitoral intenso em nosso país. Como sempre acontece em momentos assim, as emoções ficaram à flor da pele: uns festejaram com euforia, outros se entristeceram e se recolheram. Amizades foram testadas, famílias se dividiram, e muitos se magoaram com pessoas queridas. É humano. É natural. Mas hoje, sim, hoje é um novo dia.
Quero convidar você, que me lê agora, a uma reflexão simples, mas profunda: a vida é um mar, e a nossa vida é um barco à vela. Nós não somos o barco. Somos os navegadores. Somos nós que determinamos o caminho que a nossa vida seguirá.
As tempestades e a calmaria
Um mar nunca é igual o tempo todo. Há dias de tempestade, em que as ondas nos empurram para lá e para cá, e somos obrigados a ajustar o timão o tempo inteiro. Há momentos em que precisamos recolher as velas para não afundar, e não há vergonha nenhuma nisso. Recolher-se, às vezes, é sabedoria.
Mas há também os dias de mar parado, sem vento algum. E essa calmaria forçada também nos exige reação: pegamos os remos e remamos com força, porque o nada não é uma opção. A estagnação nunca foi caminho para sonho algum.
Nem todos os dias o mar estará perfeito. Nem sempre teremos águas calmas e ventos favoráveis. A diferença está na nossa capacidade de nos adaptarmos, de saber quando içar as velas, quando recolhê-las e quando remar. O barco é nosso; a rota também.
Bilhões de barcos, bilhões de rotas
Olhe ao redor: neste mesmo mar chamado Terra, bilhões de barcos navegam em direções diferentes. Cada navegador busca seus próprios sonhos, sua própria rota. Você não precisa comparar o seu barco com o do outro. Você não precisa afundar o barco alheio para seguir viagem.
Navegue. E deixe navegar. Somos todos navegadores do mesmo oceano.
Sobre as armas que carregamos
Talvez você tenha guardado algumas armas durante essa travessia: a mágoa, a raiva, a frustração, o desejo de provar que estava certo. Elas servem apenas para defesa, e apenas quando realmente necessário. Usá-las deliberadamente, movido pela frustração, tira você da sua própria jornada. Coloca você numa rota de autodestruição, de construção ao nada.
Quando agimos movidos apenas pela raiva, deixamos de ser navegadores dos nossos sonhos e nos transformamos em piratas, saqueando a nós mesmos.
O convite final
Não importa se você festejou ou se entristeceu. Não importa se hoje o seu mar está revolto ou espelhado. Hoje é um novo dia.
Meu convite é este: seja um conquistador dos seus próprios sonhos. Foque em você. Ajuste as velas do seu barco, segure os remos, respeite o tempo do mar e trace a rota que leva aos seus sonhos. A vida é o barco; você é o navegador. E o destino que te espera é seu, e de mais ninguém.
Que todos nós encontremos o equilíbrio entre a euforia e a tristeza, e que o foco esteja sempre em quem queremos nos tornar.
Boa navegação. E um novo dia para todos nós.
Por Dionesio Dutra Paulon
Escritor dos livros “O Empreendedor Iniciado”, Livro O Practitioner em PNL e o Livro “O Master em PNL” Sócio eTrainer do CENA – Centro de Ensino de Neurolinguística Aplicado. Com mais de 11 anos de experiência como Practitioner, Master e Trainer em PNL, sua abordagem é enriquecida por uma perspectiva única: a graduação em Relações Internacionais oferece um olhar global sobre dinâmicas sociais, enquanto a pós-graduação em Educação solidifica uma metodologia de ensino eficaz e transformadora.
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