Deputado federal por Alagoas, ex-promotor e ex-procurador-geral de Justiça, Gaspar foi confirmado em coletiva nesta quarta-feira (5) em Brasília, consolidando uma chapa “puro-sangue” pelo PL
A chapa do PL para a disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026 está definida. O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quarta-feira (5), em coletiva de imprensa realizada em Brasília, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato a vice-presidente. O anúncio encerra semanas de indefinições e negociações frustradas com partidos do centro-direita.
Ex-promotor de Justiça e ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas, Gaspar construiu sua trajetória na área jurídica antes de ingressar na política e, nos últimos anos, tornou-se um dos principais nomes da oposição no Congresso Nacional. Nascido em Maceió e formado em Direito, ele atuou por 24 anos no Ministério Público, ganhou notoriedade ao coordenar o Grupo Especial de Combate à Corrupção e ocupou por duas vezes o cargo de procurador-geral de Justiça de Alagoas. Em março de 2026, filiou-se ao PL e assumiu a liderança da sigla no estado.
“Você escolheu uma pessoa simples, nordestina, mas com história de vida de muito trabalho. Ao seu lado, marcharei para transformar o Brasil em um local justo e decente”, disse Gaspar ao ser anunciado.
A definição pela chapa “puro-sangue”, com os dois candidatos pelo mesmo partido veio após negociações frustradas com nomes de outras legendas. A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos, era a favorita de Flávio para a vaga. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também chegou a receber convite, mas a direção nacional do PP rejeitou a possibilidade de composição.
A escolha também contraria um compromisso público assumido pelo candidato: Flávio havia afirmado que daria preferência a uma mulher para ocupar a vice-presidência de sua chapa, citando nomes como Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Júlia Zanatta antes de fechar com Gaspar.
Enquanto busca ampliar sua base, Flávio tem reforçado a identificação com o eleitorado mais fiel ao ex-presidente Jair Bolsonaro, intensificando a presença nas redes sociais, retomando críticas ao STF e voltando a questionar as urnas eletrônicas, estratégia que marca uma guinada em relação ao perfil mais moderado adotado no início da pré-campanha.
