Unidade Miró da Muribeca, no Espinheiro, é a segunda da rede municipal e amplia o cuidado psicossocial sem internação
O prefeito do Recife, João Campos, inaugurou nesta terça-feira (6) o Centro de Convivência em Saúde Mental Miró da Muribeca, no bairro do Espinheiro, na Zona Norte da cidade. A unidade é a segunda da rede municipal de saúde mental e passa a integrar a política pública de cuidado psicossocial, com foco na reabilitação de pessoas em sofrimento psíquico, sem necessidade de internação.
Durante a inauguração, o prefeito destacou o fortalecimento da rede municipal de saúde mental. “É muito importante falar de saúde mental. Nós temos investido no cuidado com a saúde mental no Recife e hoje estamos inaugurando um novo equipamento, que vai acompanhar pessoas em sofrimento psíquico por meio da convivência, da arte e de atividades em grupo”, afirmou João Campos.
Voltado para homens e mulheres a partir de 18 anos, o centro atua por meio de oficinas artísticas, culturais e corporais, promovendo convivência, cidadania, geração de renda e o enfrentamento aos estigmas relacionados aos transtornos psíquicos e ao uso abusivo de substâncias psicoativas.
A unidade recebeu um investimento total de aproximadamente R$ 900 mil, destinados à reforma do imóvel, à estruturação do serviço e à contratação de profissionais, por meio da Secretaria de Saúde do Recife (Sesau). O equipamento conta com uma equipe formada por 26 profissionais e tem capacidade para atender cerca de 60 pessoas por dia, com uma média de 1.400 atividades mensais.
A secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, ressaltou o impacto do novo serviço para a população. “Esse centro amplia o cuidado em saúde mental na cidade e atende pessoas referenciadas pela rede, inclusive moradores das residências terapêuticas. É um grande ganho para o Recife”, afirmou.
O Centro de Convivência Miró da Muribeca também fortalece a rede municipal de atenção psicossocial, que já conta com Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e mais de 50 residências terapêuticas, que acolhem cerca de 300 pessoas.
Para a coordenadora de Políticas Públicas de Saúde Mental do município, Alyne Lima, a arte é um dos principais instrumentos do processo de reabilitação. “A partir da arte, as pessoas conseguem efetivar o processo de realização e fortalecer a convivência e a autonomia”, destacou
Foto: Edson Holanda/Prefeitura do Recife
