O que começa como uma simples coriza pode, em poucos dias, se transformar em uma corrida contra o tempo dentro de uma UTI. Esse tem sido o cenário enfrentado por famílias em Pernambuco, onde o aumento dos casos de bronquiolite já pressiona o sistema de saúde e acende um alerta entre especialistas.
Dados recentes mostram que o estado já registrou mais de mil casos graves de doenças respiratórias em 2026, e a maioria atinge justamente os mais vulneráveis: bebês com idade menor de seis meses em sua maioria. Em momentos críticos, UTIs pediátricas chegaram perto da lotação máxima, com crianças aguardando vagas para atendimento intensivo.
A bronquiolite, causada principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), é uma doença que assusta justamente pelo potencial de gravidade. “Muitas vezes começa com um resfriado leve, porém pode levar a insuficiência respiratória e necessidade de suporte de oxigênio”, explica a pediatra da Pad Saúde, Dra. Gabriela Guerra.
Para os pais, o maior desafio é reconhecer o momento certo de agir. Respiração acelerada, esforço para respirar, chiado no peito e dificuldade para mamar são sinais que não podem ser ignorados. “Em bebês, o quadro pode se agravar após cerca de 3-5 dias. Por isso, a atenção precisa ser redobrada”, alerta a médica.
A prevenção, apesar de simples, ainda é a principal aliada. Lavar as mãos com frequência, evitar contato com pessoas gripadas e reduzir a exposição a ambientes fechados podem fazer toda a diferença, especialmente para recém-nascidos.
Recentemente tivemos também a aprovação pelo SUS da vacina contra o VSR em gestantes, indicada a partir da 28ª semana, para transferir anticorpos ao bebê, protegendo-o pelo período de 6 meses. Também temos aprovado pelo SUS o anticorpo contra o VSR para transmitir defesa diretamente ao bebê já após o nascimento, o Nirsevimabe.
Ele está disponível para bebês prematuros e com comorbidades – cardiopatia congênita ou doença pulmonar crônica. Na rede particular o Nirsevimabe está disponível para todos os bebês que estão passando pela sua primeira sazonalidade ou foram nascidos no período de alto risco – de março a agosto. “Diante do avanço dos casos, o alerta é não subestimar sintomas respiratórios em crianças pequenas e procurar atendimento médico de forma precoce”, conclui Dra. Gabriela.
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