Ministro Nunes Marques assume presidência do TSE

O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse nesta terça-feira (12) como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência da Corte.

Participaram da cerimônia o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também esteve presente.

Esta é a primeira vez que ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumem o comando do TSE. Nunes Marques e Mendonça estarão à frente da Corte durante as eleições de 2026, cujo primeiro turno está previsto para 4 de outubro.

Como presidente do tribunal, Nunes Marques terá papel central na condução do processo eleitoral, desde o registro de candidaturas até a divulgação dos resultados. Também caberá ao ministro supervisionar a logística nacional das urnas eletrônicas, presidir julgamentos relacionados ao pleito e coordenar ações de combate à desinformação.

No início deste ano, Nunes Marques foi relator das resoluções aprovadas pelo TSE para as eleições de 2026. Entre os temas tratados estavam o combate à desinformação sobre o sistema eleitoral, o uso de inteligência artificial nas campanhas e a ampliação da participação indígena no processo eleitoral.

Discurso

Em discurso o ministro Kassio Nunes Marques defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e apontou a inteligência artificial como um dos principais desafios das eleições deste ano.

Durante a fala, Nunes Marques afirmou que a urna eletrônica é um “patrimônio institucional da democracia brasileira” e classificou o sistema eleitoral como “o mais avançado do mundo”.

Segundo ele, a população deve confiar no voto direto, mesmo quando o resultado das urnas não corresponde às expectativas individuais.

“Cabe à justiça eleitoral preservar, aperfeiçoar e fortalecer continuamente a confiança pública em torno do sistema eletrônico de votação. Acredito na sabedoria do povo e reforço que o coração da democracia está em confiar no voto direto, ainda que individualmente essa escolha possa não parecer sóbria”, disse o ministro.

Kassio afirmou ainda que nunca existirá um modelo de Estado capaz de satisfazer simultaneamente todos os cidadãos. Ele defendeu a importância da democracia e disse que, apesar das imperfeições, o regime democrático possui mecanismos permanentes de autocorreção.

“Governos erram. Povos erram. Parlamentos erram. Tribunais erram. Mas, nas democracias, existe a possibilidade de revisão, de alternância, crítica e reconstrução institucional”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil – Foto: Luiz Roberto/TSE

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